Suggestions
Idioma
Guide for authors
Searcher
Journal Information
Vol. 31. Issue 3.
Pages 251-252 (March 2012)
Imagem em cardiologia
Open Access

Imagem tubular «transversal ao septo interauricular»

Tubular image crossing the atrial septum
Visits
9705
Ricardo Faria
Corresponding author
ricardofaria555@gmail.com

Autor para correspondência.
, Vasco Marques, Walter Santos, Rui Ferrinha, Nuno Marques, Veloso Gomes
Serviço de Cardiologia, Hospital de Faro, Faro, Portugal
This item has received

Under a Creative Commons license
Article information
Full Text
Bibliography
Download PDF
Statistics
Figures (5)
fig0005
fig0010
fig0015
fig0020
fig0025
Show moreShow less
Full Text
Caso clínico

Mulher de 67 anos, com antecedentes de esclerodermia e hipertensão arterial, sem sintomas cardíacos prévios, foi internada para avaliação do envolvimento sistémico da esclerodermia. Ao exame objetivo apresentava um sopro sistólico no apex grau ii/vi. O eletrocardiograma revelou ritmo sinusal e bloqueio fascicular anterior esquerdo. O ecocardiograma mostrou na incidência para-esternal esquerda eixo longo uma imagem tubular anómala em continuidade com a parede anterior da aorta ascendente (Figura 1). Em para-esternal eixo curto a nível da aorta é visível a mesma estrutura tubular circundando a aorta (Figura 2). Em apical quatro câmaras observou-se a imagem tubular com 2mm de diâmetro com 42mm de comprimento, transversal ao septo interauricular. Não foram identificados a origem e o fim da estrutura. Com Doppler de cor observou-se fluxo no seu interior (Figuras 3 e 4). Pelo facto de se suspeitar de uma estrutura vascular, realizou-se cateterismo cardíaco, que revelou uma origem anómala da artéria coronária esquerda (ACE) a partir do segmento proximal da coronária direita com trajeto epicárdico e anterior à aorta (Figura 5). Os achados ecocardiográficos mais associados à esclerodermia são a hipertensão pulmonar e o envolvimento pericárdico incluindo a pericardite fibrinosa. Não há casos descritos da associação entre esclerodermia e origem anómala das artérias coronárias, pelo que este caso poder-se-á tratar de uma coincidência. A origem da ACE a partir do óstio da coronária direita ocorre em apenas 0,15%1 da população, estando associada a morte súbita2.

Figura 1.

Incidência para-esternal esquerda, eixo longo, identificando-se uma imagem tubular (seta) em continuidade com a parede anterior da aorta.

Figura 2.

Incidência para-esternal esquerda, eixo curto, a nível da aorta, identificando-se uma imagem tubular (seta) circundando a aorta.

Figura 3.

Incidência apical 4-câmaras com imagem tubular (seta) transversal ao septo interauricular.

Figura 4.

Incidência apical 4-câmaras, com Doppler de cor revelando existência de fluxo no interior da imagem tubular (seta).

Figura 5.

Angiografia coronária (incidência oblíqua anterior esquerda caudal): origem anómala da ACE (seta) com trajeto anterior à aorta.

Conflito de interesses

Os autores declaram não haver conflito de interesses.

Bibliografia
[1]
Coronary Artery Anomalies: A Comprehensive Approach, pp. 42
[2]
Y. von Kodolitsch, O. Franzen, G.K. Lund, et al.
Coronary artery anomalies Part II: Recent insights from clinical investigations.
Z Kardiol (Germany), 94 (2005), pp. 1-13
Copyright © 2011. Sociedade Portuguesa de Cardiologia
Download PDF
Idiomas
Revista Portuguesa de Cardiologia (English edition)
Article options